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sábado, 30 de agosto de 2014

Canto II de CIRCUNCICLO


Por toda a terra
no redemoinho das dunas e do vento
areias e pó onde cresce uma flor singela
multiplicada sobre as alucinações e os escombros

dos sonhos desenterrados das noites
onde só havia o idealizar dos dias
promitentes
vagos mas persistentes
de anémonas e cristais

ou no arrepio do breu diurno
de nunca mais voltar aos verdes dias
da casa onde plantámos o nosso desassossego
e a nossa indiscrição,
a nossa curiosidade de crianças
num turbilhão embrulhado
na púrpura do menino que ainda somos

(excerto de Circunciclo)