segunda-feira, 17 de outubro de 2016

terça-feira, 11 de outubro de 2016

LAGOS - CANÇÃO DE LAGOS



Este videopoema faz parte do CD - Lagos Ontem - 
que publiquei 
e apresentei na Feira do Livro de Autores de Lagos, 
em Agosto, no Armazém Regimental.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Lagos Ontem 2

LAGOS ONTEM 

Um outro vídeo do CD apresentado, 
na Feira de Livros de Autores de Lagos.

terça-feira, 26 de julho de 2016

ESTAS ÁGUAS


Este vídeo consta do CD a apresentar pelo autor,
na Feira do Livro de Autores de Lagos*

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* A feira é inaugurada no dia 1 de Agosto, 
pelas 18 horas, no Armazém Regimental 
e estará patente ao púbico, das 18 às 24 horas, até ao dia 15,
com muita e variada animação cultural.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

domingo, 22 de maio de 2016

domingo, 17 de abril de 2016

HOMENAGEM AO POETA LEONEL NEVES c/ bibliografia


Leonel Neves nasceu em Faro, em 1921, mas tem as suas raízes no Barlavento - Casa Alta (Aljezur) e Odeáxere. A continuação dos estudos levam-no a Lisboa, para cursar Matemática na Faculdade de Ciências e formar-se em Engenheiro Geógrafo. Frequenta a tertúlia do Café Chiado e convive, entre outros, com homens de letras como Sidónio Muralha, Eugénio de Andrade, Manuel da Fonseca e Alexandre Cabral. A sua actividade literária estende-se à Página Infantil do Diário Popular e inicia a sua carreira de letrista a pedido do acordeonista Anatólio Falé.
Colabora com o compositor e guitarrista João Bagão, na renovação do Fado de Coimbra, e escreve letras para a música do compositor e acordeonista António Mestre (também barlaventino), para serem cantadas por Amália Rodrigues.
As suas actividades profissionais levam-no a Moçambique e depois a Timor, em 1964, onde permanece dois anos e exerce as funções de Chefe do Serviço Meteorológico de Timor. Da experiência, resultará Memória de Timor-Leste. Regressado a Portugal, colabora no grupo de Luís Góis, fazendo letras para vinte e duas canções e publica Natural do Algarve. A Universidade do Algarve fez uma 2ª edição, em 1986. A partir de 1975, ensaia uma longa série de publicações de livros infanto-juvenis (muitos dos quais ilustrados por Tóssan). Em poesia, edita Ontem à Noite, onde fala de Lisboa. Morre, a 6 de Setembro, em Odeáxere. A 20 de Fevereiro, é postumamente lançado, em sessão no Salão Nobre do Teatro Nacional D. Maria ll, Memória de Timor-Leste.
Além duma vintena de livros infanto-juvenis, muitos deles em 2ª e 3ª edição, publicou, em poesia:
Janela Aberta, Edição do Autor, 1940.
Natural do Algarve, Guimarães Editores, 1968;
2ª edição, 1986, Universidade do Algarve.
O Tejo em Lisboa, (colectivo), Câmara Municipal de Lisboa, 1981.
O Algarve na Poesia, (colectivo), Universidade do Algarve, 1982.
Ontem à Noite, Livros Horizonte, 1989.
A Cal Cúbica, ed Universidade do Algarve
* A Cãmara Municipal de Lagos atibuiu-lhe o nome de uma rua.

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quarta-feira, 16 de março de 2016

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

sábado, 8 de agosto de 2015

CANTAI AINDA

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*
Este e outros videopoemas serão projectados, 
na próxima 4 ª feira, dia 12, pelas 21 h e 30, 
no ARMAZÉM REGIMENTAL, em Lagos,
no âmbito 6 ª Mostra de Livros 
de Autores de Lagos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

4 POEMAS de NATAL


I - NATAL


A ideia de Natal é uma ideia em construção
uma casa comum de barro generoso
feito do sangue e da probabilidade duma cidade
cheia de luz, emergindo de obscuro impulso,
um promontório temível que despedaça as águas
impelidas por vento que vem do chão.

Evocar o Natal é uma ideia de harmonia
entre os naturais irmãos da terra,
o decurso duma semente que floresce
ao calor dum gesto sempre inacabado.  

Façamo-lo hoje ao cair da noite
para celebrar a vida, numa ideia de paz
para que o barro floresça em paz até ao fim.



II - NATAL


Vem das profundezas do fim das trevas
um caminho mítico para os exercícios da alegria
ali tão perto no barro ainda mole dos antigos.

Assim o pressentimos em fogos de encantamento
na enorme plenitude do orvalho das manhãs.

Talvez nos enredemos em ludíbrios ágeis
pela cerimónia de louvar a imagem virtual dum deus
no seu nicho distante negligenciando as vozes da planície
mas vale a pena tentarmos nós próprios a utopia
porque os deuses estão longe delidos noutros dilemas
noutras abstrações inatingíveis
porventura ainda mais utópicas que as nossas.

Diremos Natal como quem diz um bálsamo
ou um violoncelo tangendo um prelúdio chão
testemunho duma fogueira na água
e no pó do nosso destino também um murmúrio incerto
alheio à vontade transparente das estrelas.


III - UMA IDEIA DE NATAL


Uma ideia persiste no coração do mundo:
a imagem pura, a água limpa duma fonte
uma palavra chã, em seu natural anseio.

Por ela meditaremos em antiquíssimos relatos,
a viuvez dum musgo na fraga da montanha
ou o desterro para uma flor esfarrapada
tolhida em absurdos espectáculos de agonia.

E façamos do murmúrio um chão sadio
que floresça a urze do chão remoto,
o ofício da luz abrindo devagar a terra,
para os frutos indomáveis da alegria.

Os nossos dias também têm um sentido lato
superior às minguas às figuras de excesso
mais profundo que o mecanismo duma roda.

Por isso celebremos hoje a ideia de Natal,
para que seja um exercício repetido de louvor
à grandeza anónima irrepetível duma vida.



IV - NATAL DOS SEM-ABRIGO


Naquela noite fazia frio fazia pena
ver almas despedaçadas deitadas corpos entrouxados
dispersos nas calçadas luzidias do passeio das ruas.

Caía uma névoa fina que simulava chuva punhais
de raiva e resignação ou antes uma levada de mágoa
de murmúrios sem data sem fumo sem restos de cio
perdidos num mar de pedras nas calçadas da rua.

Era uma noite de claustros tambores rufando clamando
os clamores da vida a náusea descrente na boca sofrida
o granito fundido já duro das lutas perdidas
pisado nos ossos nos ombros nos olhos que olham
as coisas de fora nas coisas de dentro
e as noites nos dias e os búzios na praia sem vento
soprando as pedras do passeio da rua.

Doía a quem doía não fora a noite uma noite
de aprazimento em todas as aldeias da cidade
tempo de alegrias acepipes farturas alvarinho
em casas abastadas sobranceiras aos passeios da rua
o mais vago grave desígnio dum oráculo de plenitude
na inocência das crianças nas crenças na sentença
dos mecanismos que levam ao enternecimento
por ver a chuva a cair sobre corpos alheios
prostrados enrodilhados no manto do passeio das ruas.

sábado, 30 de agosto de 2014

Canto II de CIRCUNCICLO


Por toda a terra
no redemoinho das dunas e do vento
areias e pó onde cresce uma flor singela
multiplicada sobre as alucinações e os escombros

dos sonhos desenterrados das noites
onde só havia o idealizar dos dias
promitentes
vagos mas persistentes
de anémonas e cristais

ou no arrepio do breu diurno
de nunca mais voltar aos verdes dias
da casa onde plantámos o nosso desassossego
e a nossa indiscrição,
a nossa curiosidade de crianças
num turbilhão embrulhado
na púrpura do menino que ainda somos

(excerto de Circunciclo)