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sexta-feira, 24 de junho de 2016
quinta-feira, 16 de junho de 2016
sábado, 28 de maio de 2016
domingo, 22 de maio de 2016
quarta-feira, 4 de maio de 2016
PERFIL 2 - cinepoema dramático
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quarta-feira, 27 de abril de 2016
sábado, 23 de abril de 2016
domingo, 17 de abril de 2016
HOMENAGEM AO POETA LEONEL NEVES c/ bibliografia
Leonel Neves
nasceu em Faro, em 1921, mas tem as suas raízes no Barlavento - Casa Alta
(Aljezur) e Odeáxere. A continuação dos estudos levam-no a Lisboa, para cursar
Matemática na Faculdade de Ciências e formar-se em Engenheiro Geógrafo. Frequenta
a tertúlia do Café Chiado e convive, entre outros, com homens de letras como
Sidónio Muralha, Eugénio de Andrade, Manuel da Fonseca e Alexandre Cabral. A
sua actividade literária estende-se à Página Infantil do Diário
Popular e inicia a sua carreira de letrista a pedido do acordeonista
Anatólio Falé.
Colabora com o
compositor e guitarrista João Bagão, na renovação do Fado de Coimbra, e escreve
letras para a música do compositor e acordeonista António Mestre (também barlaventino), para serem
cantadas por Amália Rodrigues.
As suas
actividades profissionais levam-no a Moçambique e depois a Timor, em 1964, onde
permanece dois anos e exerce as funções de Chefe do Serviço Meteorológico de
Timor. Da experiência, resultará Memória de Timor-Leste. Regressado
a Portugal, colabora no grupo de Luís Góis, fazendo letras para
vinte e duas canções e publica Natural do Algarve. A Universidade do
Algarve fez uma 2ª edição, em 1986. A partir de 1975, ensaia uma longa
série de publicações de livros infanto-juvenis (muitos dos quais ilustrados por
Tóssan). Em poesia, edita Ontem à Noite, onde fala de Lisboa. Morre, a 6
de Setembro, em Odeáxere. A 20 de Fevereiro, é postumamente lançado, em sessão
no Salão Nobre do Teatro Nacional D. Maria ll, Memória de Timor-Leste.
Além duma
vintena de livros infanto-juvenis, muitos deles em 2ª e 3ª edição, publicou, em
poesia:
Janela Aberta, Edição do
Autor, 1940.
Natural do
Algarve,
Guimarães Editores, 1968;
2ª edição, 1986,
Universidade do Algarve.
O Tejo em Lisboa, (colectivo),
Câmara Municipal de Lisboa, 1981.
O Algarve na Poesia, (colectivo),
Universidade do Algarve, 1982.
Ontem à Noite, Livros
Horizonte, 1989.
A
Cal Cúbica,
ed Universidade do Algarve
* A Cãmara Municipal de Lagos atibuiu-lhe o nome de uma rua.
* A Cãmara Municipal de Lagos atibuiu-lhe o nome de uma rua.
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segunda-feira, 11 de abril de 2016
terça-feira, 5 de abril de 2016
domingo, 27 de março de 2016
sábado, 19 de março de 2016
quarta-feira, 16 de março de 2016
quarta-feira, 9 de março de 2016
quarta-feira, 2 de março de 2016
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
domingo, 27 de dezembro de 2015
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
sábado, 14 de novembro de 2015
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
domingo, 18 de outubro de 2015
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
TRÂNSITO
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015
sábado, 15 de agosto de 2015
sábado, 8 de agosto de 2015
CANTAI AINDA
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*
Este e outros videopoemas serão projectados,
na próxima 4 ª feira, dia 12, pelas 21 h e 30,
no ARMAZÉM REGIMENTAL, em Lagos,
no âmbito 6 ª Mostra de Livros
de Autores de Lagos.
domingo, 26 de julho de 2015
domingo, 5 de julho de 2015
segunda-feira, 29 de junho de 2015
quinta-feira, 18 de junho de 2015
segunda-feira, 8 de junho de 2015
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
sábado, 3 de janeiro de 2015
sábado, 27 de dezembro de 2014
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
4 POEMAS de NATAL
I - NATAL
A ideia de
Natal é uma ideia em construção
uma casa
comum de barro generoso
feito do
sangue e da probabilidade duma cidade
cheia de luz,
emergindo de obscuro impulso,
um
promontório temível que despedaça as águas
impelidas por
vento que vem do chão.
Evocar o
Natal é uma ideia de harmonia
entre os
naturais irmãos da terra,
o decurso
duma semente que floresce
ao calor dum
gesto sempre inacabado.
Façamo-lo
hoje ao cair da noite
para celebrar
a vida, numa ideia de paz
para que o
barro floresça em paz até ao fim.
II - NATAL
Vem das
profundezas do fim das trevas
um caminho
mítico para os exercícios da alegria
ali tão perto
no barro ainda mole dos antigos.
Assim o
pressentimos em fogos de encantamento
na enorme
plenitude do orvalho das manhãs.
Talvez nos
enredemos em ludíbrios ágeis
pela
cerimónia de louvar a imagem virtual dum deus
no seu nicho
distante negligenciando as vozes da planície
mas vale a
pena tentarmos nós próprios a utopia
porque os
deuses estão longe delidos noutros dilemas
noutras
abstrações inatingíveis
porventura
ainda mais utópicas que as nossas.
Diremos Natal
como quem diz um bálsamo
ou um
violoncelo tangendo um prelúdio chão
testemunho
duma fogueira na água
e no pó do
nosso destino também um murmúrio incerto
alheio à
vontade transparente das estrelas.
III - UMA
IDEIA DE NATAL
Uma ideia
persiste no coração do mundo:
a imagem pura,
a água limpa duma fonte
uma palavra
chã, em seu natural anseio.
Por ela
meditaremos em antiquíssimos relatos,
a viuvez dum
musgo na fraga da montanha
ou o desterro
para uma flor esfarrapada
tolhida em
absurdos espectáculos de agonia.
E façamos do
murmúrio um chão sadio
que floresça
a urze do chão remoto,
o ofício da
luz abrindo devagar a terra,
para os
frutos indomáveis da alegria.
Os nossos
dias também têm um sentido lato
superior às
minguas às figuras de excesso
mais profundo
que o mecanismo duma roda.
Por isso
celebremos hoje a ideia de Natal,
para que seja
um exercício repetido de louvor
à grandeza
anónima irrepetível duma vida.
IV - NATAL DOS
SEM-ABRIGO
Naquela noite
fazia frio fazia pena
ver almas
despedaçadas deitadas corpos entrouxados
dispersos nas
calçadas luzidias do passeio das ruas.
Caía uma
névoa fina que simulava chuva punhais
de raiva e
resignação ou antes uma levada de mágoa
de murmúrios
sem data sem fumo sem restos de cio
perdidos num
mar de pedras nas calçadas da rua.
Era uma noite
de claustros tambores rufando clamando
os clamores
da vida a náusea descrente na boca sofrida
o granito
fundido já duro das lutas perdidas
pisado nos
ossos nos ombros nos olhos que olham
as coisas de
fora nas coisas de dentro
e as noites
nos dias e os búzios na praia sem vento
soprando as
pedras do passeio da rua.
Doía a quem
doía não fora a noite uma noite
de
aprazimento em todas as aldeias da cidade
tempo de
alegrias acepipes farturas alvarinho
em casas
abastadas sobranceiras aos passeios da rua ‒
o mais vago
grave desígnio dum oráculo de plenitude
na inocência
das crianças nas crenças na sentença
dos
mecanismos que levam ao enternecimento
por ver a
chuva a cair sobre corpos alheios
prostrados
enrodilhados no manto do passeio das ruas.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
sábado, 6 de dezembro de 2014
domingo, 30 de novembro de 2014
sábado, 22 de novembro de 2014
terça-feira, 4 de novembro de 2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
terça-feira, 14 de outubro de 2014
domingo, 28 de setembro de 2014
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
sábado, 30 de agosto de 2014
Canto II de CIRCUNCICLO
Por toda a terra
no redemoinho das dunas e do
vento
areias e pó onde cresce uma flor
singela
multiplicada sobre
as alucinações e os escombros
dos sonhos
desenterrados das noites
onde só
havia o idealizar dos dias
promitentes
vagos mas
persistentes
de anémonas
e cristais
ou no arrepio do breu diurno
de nunca mais voltar aos verdes
dias
da casa onde plantámos o nosso
desassossego
e a nossa indiscrição,
a nossa curiosidade de crianças
num turbilhão embrulhado
na púrpura do menino que ainda
somos
(excerto de Circunciclo)
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