domingo, 4 de agosto de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
1ª Mostra de videopoemas
O Autor agradece ao ZéTó, gerente do bar Lionheart,
e a todos os amigos que quiseram assistir
a esta 1º Mostra de videopoemas do autor,
a esta 1º Mostra de videopoemas do autor,
sexta-feira, 12 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
domingo, 17 de março de 2013
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
PASSEIO DOS POETAS, INAUGURAÇÃO
........O meu poema, na íntegra:
.
POEMA À ALFARROBEIRA
.
Aqui, respiro a tranquilidade desta
alfarrobeira
impassível às monções do tempo,
o tumulto das estrelas circulando.
.
Ela desconhece o meu culto a estes
lugares
esta sensação de entardecer as cinzas
no lugar das memórias,
e no entanto,
parece que entende o meu regresso
comovido
na premunição de estar aqui
e aqui respirar a sua presença chã.
.
Deita sobre mim a sombra
do entendimento reencontrado
com folhas dóceis rumorejando raízes
antigas
da inocência.
-
Cala-me a voz
se ouço o mesmo pintassilgo incerto,
se vejo um traço de frescura na pele
dolorida
do seu tronco,
um aroma vagaroso nas silvas
que debatem as leis da terra.
.
A minha alfarrobeira aqui plantada
transporta-me a um passado urgente
de cenas inacabadas
idas em cinzas, em redemoinhos de ar
ao outro lado dos vestígios das aras
primitivas,
a seiva rústica, primitiva, do meu
sangue.
.
...........................................
-
O grande poeta Leonel Neves, já falecido, também ficou aqui perpetuado.
A representá-lo esteve sua filha, Ana Maria.
E eu, seu primo, fui indigitado para ler o seu poema.
-E eu, seu primo, fui indigitado para ler o seu poema.
![]() |
| Ana Maria plantando a alfarrobeira de seu pai. |
Eis o excerto do poema, agora gravado em O PASSEIO DOS POETAS.
(…)
-
A
amendoeira, de namorar…
Amante
esplêndida, a figueira…
Mas moça
séria, para casar.
……- a
alfarrobeira!
.
(excerto)
.
.......................................................................................................
..
| O Dr. Júlio Barroso (o segundo, na imagem), presidente da Câmara Municipal de Lagos. |
![]() |
| Ao fundo e ao centro, Deodato Santos, promotor e organizador do evento. |
| A sessão está a terminar. A noite vem aí. |
O evento encerrou com um concerto no Centro Cultural
de Barão de São João, com notáveis interpretações em guitarra clássica, flauta e violoncelo, por Paulo Galvão,
João Bandarra, Joaquim Galvão e Bruna Melia.
.
*As fotografias são de Filomena Carmo e Antonieta Pestana.
sábado, 10 de novembro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
25 de Abril de 2013
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
LIVRO PROIBIDO
O
meu livro de poesia “Os Sinais da Terra”,
foi proibido pela
Censura/Pide, em 1962,
pouco tempo depois de ter saído.
Vão fazer 50 anos, que a notícia me chegou às mãos, por um amigo, dono
duma livraria.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
CONTOS DE BARÃO
APONTAMENTO DE REPARTIÇÃO
.
Tinha perdido as últimas esperanças.
Agora era um predestinado, como os outros. Tinha uma cadeira para sentar-se,
uma secretária vertical, à frente, carimbos, papéis, mais papéis e a
configuração rectangular da sala. O resto era igual a tudo o resto - paredes lisas e verticais, tecto horizontal do fumo
dos cigarros com filtro, estantes polidas do roçar dos livros das coisas dos
outros, luzes oblíquas, máquinas de calcular o tempo e, por cima de tudo, o
inconcebível tempo.
Mas o que mais solenemente o aborrecia
era estar entre coisas velhas, gastas - peças de repartição, das autênticas!...
Pensou que o termo funcionário é duma
lucidez espantosa.
Funcionário! - Dez, quinze, vinte, trinta anos, sentado, no mesmo
lugar, às mesmas horas, a escrever os mesmos números!...
Na sala havia um velho relógio de
parede, também peça de museu - reparou, quando, depois de receber as primeiras instruções do chefe,
olhou à volta, numa tentativa de síntese rápida.
... E os outros também irremediáveis funcionários a aproveitar a
oportunidade para pôr os braços em descanso, sob pretexto de curiosidade
indefinida.
... E as janelas, fechadas, fechadas por
causa do frio e cortinadas por causa do sol.
... E o chão da sala em paralelipípedes de
madeira castanha.
... E o relógio, subitamente, visto mais
de longe, sem ponteiros!
Sentou-se no lugar que lhe indicaram e
não desgostou. Era ao fundo da sala, escondido, bom ponto de observação. Por
uma réstia de janela miraculosamente aberta podia até ver-se um céu azul e
nuvens brancas em liberdade.
Mas, de repente, a curiosidade dos
outros, agora mais definida:
"Que habilitações tem? Tem o curso
do Comércio? "
"Não, não... Tenho o curso do Liceu...
"
"Ah, melhor... melhor!... Por que
não concorre para aspirante? Concorra! Concorra! "
Vozes de todos os lados: "Concorra!...
concorra!... "
rrr... rrr...
Concorra, concorra!...
rrr... rrr...
De todos os lados: rrr... rrr...
"Bem… eu... Talvez... " - Sentia-se um pouco confuso.
"Concorra, concorra!... "
rrr... rrr... rrr...
Nada feito.
O relógio marcava cinco e vinte. "
Nunca mais chegava a hora de sair!
E só quando olhou outra vez o relógio, é
que notou que os ponteiros estavam parados.
Eternamente parados.
Eternamente parados, à espera das
derradeiras cinco e meia que nunca mais viriam.
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