sábado, 10 de novembro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
25 de Abril de 2013
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
LIVRO PROIBIDO
segunda-feira, 16 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
CONTOS DE BARÃO
quinta-feira, 8 de março de 2012
O CARNAVAL E A QUARESMA
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terça-feira, 6 de março de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
CONTOS DE BARÃO
As Flores da Terra
.Naquela manhã, Miss Simpson levantou-se há mesma hora de todos os dias, saiu de casa para regar as flores do quintal e admirar a linda rosa vermelha que desabrochara no dia anterior. Mas a rosa desaparecera. Tinha sido cortada pelo caule, talvez com uma ou duas folhas. Fleumaticamente, a solteirona inglesa encolheu os ombros e iniciou o seu trabalho matinal. Havia mais uns botões a despontar. Dentro de poucos dias teria outras rosas vermelhas.
A essa mesma hora, uma pequena sonda descia numa região remota da Austrália, para colher uma vistosa perónia branco/rosa. Depois subiu ao céu, bem alto, até à nave que a esperava. Aí, abriu-se uma portinhola com uma espécie de prato, onde a sonda depositou a flor, e a nave recolheu-a. Iria ser fotografada em vários ângulos, analisada a sua textura, as folhas, os seus componentes e os respectivos compostos, sendo depois todos esses dados enviados para o distante planeta donde viera. Quando todo o trabalho estivesse concluído, seria elaborado um catálogo para distribuir por esse distante planeta, para que todos pudessem admirar a beleza das flores da Terra.
A pequena sonda voltou a descer, desta vez na Nova Zelândia, onde também era noite. Colheu éricas, um raminho de rústicas tawaris de pétalas brancas, com seus longos estames arroxeados, e voltou à nave. Umas boas horas passadas, desceu nos Açores e colheu uma vidália, com as suas inflorescências cerosas, pendentes e delicadas, de corola campanulada de cor branca rosada, endémica nessas ilhas atlânticas.
Havia muito trabalho pela frente. Mas os radars dos homenzinhos da Terra, não tinham ainda dado por elas. No entanto, um astrónomo amador, ao fotografar uma determinada região do céu, apercebeu-se de que uma estrela que por aí deveria estar, tinha desaparecido! Pensou rapidamente e concluiu que tinha sido ocultada. Talvez por um asteróide, dos muitos que se que interpõem na órbita do planeta. Registou as suas coordenadas e outros parâmetros e comunicou para a Agência Espacial. E logo os computadores rastrearam todos os registos e concluíram que o intruso não poderia ser um asteróide e, muito menos, um satélite terrestre artificial. E assim que alguém aventou a hipótese de ser uma nave extraterrestre, todas aquelas cabeças se puseram a pensar na maneira de trazê-la para a Terra.
Entretanto, a pequena sonda continuava o seu trabalho. Do catálogo já constavam magnólias do Himalaias, um lótus branco adorado pelos taoistas chineses desde o século IV, malmequeres, flores de cerejeiras do Japão, adornos amarelos com que se enfeitam os cactos do Arizona, papoilas várias, lírios e begónias, as perfumadas flores do pau-brasil, e teve um trabalho imenso na Colômbia a colher milhares de espécies de orquídeas.
Enquanto isso, os homenzinhos da Terra descobriam a maneira de trazer a nave, cá para baixo, para desvendar os seus segredos. Um enorme foguetão subiu pelos ares, na sua direcção, até a uns cem quilómetros de altura. Ao chegar - ajustadas as velocidades -, enrolaram a nave numa espécie de rede metálica, e os retro-foguetões do veículo espacial começaram a trazer a nave, na direcção do solo. Porém, logo à entrada na atmosfera terrestre, a nave começou a esboroar-se, reduzindo-se a pouco e pouco, consumindo-se em cinzas. A pequena sonda, desgovernada, estatelou-se no grande deserto do Saará.
E a essa mesma hora, Miss Simpson, que acabara de transpor a porta que levava ao jardim, constata, com grande tristeza e espanto, que as suas lindas rosas vermelhas tinham murchado, debutado, e as suas pétalas pendiam, vergadas, tristes, para a terra.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Publicações de Vieira Calado
* "37 Poemas", 1961, esgotado
* "Os Sinais da Terra", 1962, capa de Jorge Norvik, esg.
* "Poema para Hoje", 1977, esg.
* "Objecto Experimental", ilust. e capa de Hugo Beja,1978, esg.
* "A Palavra em Duas", capa de Deda, 1982, esg.
* "O Frio dos Dias", 1986, esg.
* "Como um Relógio de Areia", ed. Mic , 1993
* "Transparências", Pref. do Prof. Vilhena Mesquita,.ed. AJEA. 2000.
* "Lagos Ontem", 2 ª edição da C. M. de Lagos, 2005
* "Poemas Primeiros", reedição. AJEA, 2001
* "Por detrás das Palavras", capa de Adrienne Apers, Mic, 2002
* "Terrachã", ed. AJEA, 2004
* "Poemetos", volume I, 2004 (fora do mercado)
* "Poemas Soltos & Dispersos", 2005, esgotado
* "Arabescos", 2008, ed. litoral
* "Itinerário", edição Edium, 2008
* "Viagem através da Luz", ed. Papiro, 2009
* "As Cores do Poema", ed. litoral, 2010
* "Por detrás das Palavras", ed. Beco dos Poetas, S. Paulo, Brasil.
* "Algarve Ontem", ed. Litoral, 2011
Teatro:
* "A Solidão dos Deuses", litoral, 2011
Postais de Poesia:
Vários – colecção escopro, colecção litoral e outros.
Prosa
* "Merdock", 3ª edição, 2007, ed. AJEA
* "Estórias de Lagos & Arredores", Ed. C. M. L, 2007.
Divulgação Científica:
* "A Terra e as Estrelas", Ed. Jornal Notícias de Lagos, 2006
* "História Breve dos Cometas", ed. Litoral, 2010
Ficção Extraterrestre
* "A Febre do Ouro", ed. litoral, 2011
Antologias, colectivos e outros:
* Poemas em jornais e revistas, desde 1956
* Letras para música de diversos autores, desde 1957
* Maîtrise, "Les Relations entre le Portugal et l’Angleterre,
.....pendant la Monarchie", Université de Vincennes, Paris, 1977,
* "Antologia Anti-Floral", ed. Barlavento, 1980
* Boletim do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica,
.........nº 102, 1987
* "Poemas de e sobre o Natal ", edições Mic, 1998
* "Cem Anos de Garcia Lorca, ed. Universitária, 1999
* Cadernos "Costa d’ Ouro", vários
* "Poemas Satíricos e Outros", ed Mic , 2002
* "Poetânea", Edições Hugin., 2003
* "Escritores Portugueses do Algarve", ed. Colibri, 2006
* "5 Poetas de Lagos", ed. Grupo Amigos de Lagos, 2006
* "Di Versos" nº 10 – Águas Santas, 2007
* Plaqueta Natal, 2007
* "Itinerário", ed. Edium, 2008
* "5 Poetas de Lagos" 2º Volume, ed. Gr. Amigos de Lagos, 2008
* Os Poetas nas Árvores, Espinho, Março 2009
* Entre o Livro e a Liberdade, Vila do Conde, 2010
* Poemas em Árvore do Natal, Pátio das Letras, Faro, 2010
* "Iª Seletiva", ed. Beco dos Poetas, S. Paulo, Brasil, 2011
* "IV Antologia de Poetas Lusófonos", Leiria, 2011
* "Algarve Ontem", 2011
* "Por detrás das Palavras", Beco dos Poetas, S. Paulo, Brasil
* "As Cores do Poema", ed. Litoral
* "Circunciclo", ed. Mágico de Oz, Rio de Janeiro, Brasil
* "As Noites e os Dias", ed. Litoral, 2014
* "Poemetos II", ed. Litoral, 2015
Exposições de Poesia Experimental e/ou Ilustrada
* Armazém Regimental, Lagos. * Coop. 30 Junho,
* Pátio das Letras, Faro.
* Edifício da Antiga Câmara Municipal de Lagos.
* Várias colectivas.

















